Jaime Freire Campos

Quando o Jaime descobriu que não conseguia mais compor poesias, ficou, além de decepcionado, bastante preocupado. Afinal, quando ele compunha poesias, as palavras vinham quase sempre com facilidade. E agora, inesperadamente, não era mais assim.

Mas fazer o quê?!

Ele já estava tão envolvido com as crônicas, que não pensou mais no assunto e guardou os originais do livro em uma gaveta e esqueceu o assunto. Naquela hora, o livro lhe pareceu desnecessário.

E durante todos esses anos o material ficou lá guardado.

Mas há algum tempo ele passou a reler suas poesias. E a cada releitura era inevitável a volta de algumas lembranças do seu passado.

Foi então que ele tomou consciência de que não abandonara só algumas poesias. Ele abandonara parte do seu passado!

Embora o poeta não tenha compromisso com a verdade, algumas daquelas poesias expressavam a forma como ele via a vida à época em que foram escritas.

Este livro — com as poesias antigas e as crônicas atuais — demonstra que, embora envolvido com a realidade dura da sua cidade, o autor não esqueceu o tempo em que Castanhal e ele eram bem diferentes da atualidade.

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