Autor: Carlos Zaslavsky

Tamanho: 14x21 cm
Capa normal: 150 páginas
Idioma: Português 

ISBN: 9786586118193

Peso: 210 gramas 

Figura e outras histórias

R$35.00Preço
  • "Escrever me diverte, mas também me faz sofrer com personagens infelizes, nos diz o escritor bem no início deste livro. Uma frase que poderia ter sido escrita por Sófocles, Émil Zola, Machado de Assis. 

    Depois, falando da insônia do avô: As lembranças vinham durante a noite, como marginais que se aproveitam do escuro para fazer vítimas. Frase digna de Conan Doyle, Simenon, Agatha Christie. 

    Tratando da pobreza, ele arma com naturalidade: Sentia-me uma moeda no chapéu do esmoleiro. Frase que poderia ter nascido da pena de Victor Hugo escrevendo Les Misérables, ou de Carolina Maria de Jesus em seu Quarto de Despejo. 

    Era lua cheia, quando a casa ficava mais iluminada. Às vezes, nem vela precisava acender. Erico Verissimo descrevendo uma cena com a velha Bibiana no sobrado de Santa Fé? Não. É novamente Carlos Zaslavsky em outra narrativa deste livro. Em todas elas, incorporado ou não no irresistível DR. FIGURA, nosso escritor revela um domínio raro das palavras, e são elas a única matéria-prima do escritor. 
    Dos 40 aos 70 anos, idade em que Erico Verissimo, nesta mesma Porto Alegre, escreveu seus melhores livros, Carlos Zaslavsky viveu intensamente a sua medicina, criou uma linda família, viajou muito, leu milhares de livros, viu outros tantos filmes, e adquiriu a ampla erudição que coloca agora a serviço da literatura. Tivesse ele começado a escrever ainda jovem, com o talento que possui, seria hoje um escritor consagrado. E por outros textos ainda quentes do forno, que tive o privilégio de ler recém-escritos, garanto que Carlos Zaslavsky ainda reserva muitas surpresas para seus leitores. Assim, como ainda é época de pandemia, eu posso, ao estilo do DR. FIGURA, adaptar impunemente a antiga expressão: Quem viver, lerá."

    ALCY CHEUICHE

    PORTOALEGRE – PRIMAVERA DE 2020

  • Brinco que o Figura é um amigo ecumênico. Ora um padre que perdoa na conssão, ora assume a gura do rabino: "o que é o certo?", "achas que o assunto acaba assim?", "não pensas nunca usar por outro lado?", "não viste o Violinista no Telhado?", "por que escondes o teu Complexo de Portnoy?". O trabalho com o Figura neste novo livro foi parelho. Avalizar o investimento nos meus contos de réis guardados, concordar com a publicação das nossas conversas. Apresentar no Figura Independente os seus pensamentos, suas conversas com jornalistas, publicadas ou não, mostrou publicamente a sua coragem. É claro que com ele nada é consensual, tudo é polemizado. 

    -Zaslavsky, já que sou um "amigo ecumênico", vou exercer o rabinato. Tu achas que este livro é mesmo de tua autoria? Fica frio, vou exercer também o perdão confessional. Podes colocar teu nome como colaborador. 

    Até o presente momento, não chegamos a uma conclusão. Continuaremos os debates entre nós e sobre nós (substantivo/pronome). O resultado é que somos gratos pelas cores vivas resultantes dos nossos encontros.